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Archive for julho \29\UTC 2010

 

Citação

YouTube – Javier Solis – regalame esta noche
el rey del bolero ranchero

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Da clareza

“Cada qual considera claras as idéias que estão no mesmo grau de confusão que as suas.” (Marcel Proust) 
 
 

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Einstein rules

“Any man who can drive safely while kissing a pretty 
girl is simply not giving the kiss the attention it deserves.”

Albert  Einstein

The Kiss - Gustav Klimt

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A carta

“Logo decaiu a minha ansiedade; agora já não era como ainda há pouco, quando
me havia separado de mamãe até o dia seguinte, pois o meu bilhete, que decerto a
deixaria zangada (e duplamente, porque tal manejo me tornaria ridículo perante
Swann) ao menos ia fazer-me penetrar, invisível e encantado, na mesma peça em
que ela estava, ia falar-lhe de mim ao ouvido; visto que aquela sala de jantar,
proibida, hostil, onde, fazia apenas um instante, o prório sorvete – o
granité
– e os rince-bouche me pareciam encobrir prazeres malignos
e mortalmente tristes porque mamãe os experimentava longe de mim, agora se abria
para mim e, como um fruto maduro que rebenta a sua casca, fazia jorrar e
expandir-se, até meu coração ineriado, a atenção de mamãe, enquanto ela lesse as
minhas linhas. Agora já não estava separado dela; as barreiras haviam tombado e
nos unia a ambos um delicioso fio. E ainda não era tudo: mamãe sem dúvida iria
subir!

 Julgava que Swann zombaria da angústia que eu acabava de experimentar, se
acaso tivesse lido minha carta e adivinhado a sua finalidade; ora, pelo
contrário, como vim a saer mais tarde, uma angústia semelhante à minha foi o
tormento de longos anos de sua vida, e talvez ninguém pudesse compreender-me
melhor do que ele; essa angústia que há em sentir a criatura a quem se ama em um
lugar de festa onde a gente não está, e aonde não pode ir vê-la, foi o amor que
lhe deu a conhecer, o amor ao qual está de certo modo predestinado e que ele
termina por açambarcar e singularizar; mas como, no meu caso, essa angústia nos
penetra antes que o amor haja feito o seu aparecimento em nossa vida, fica ela
flutuando à sua espera, sem atribuição determinada, hoje a serviço de um
sentimento, amanhã de outro, ou da ternura filial, ou da amizade a um camarada.
E a alegria com o meu primeiro aprendizado quado Francisca voltou para dizer que
minha carta seria entregue, Swann a conhecia muito bem: eganosa alegria que nos
dá algum amigo, algum parente da mulher que amamos quando ao chegar à casa ou ao
teatro em que ela se acha, para o baile, ou festa, ou estréia, aonde iria
encontrá-la, nos descobre a errar ali por fora, na desesperada espera de uma
ocasião de nos comunicarmos com ela. Ele nos reconhece, aborda-nos
familiarmente, pergunta-nos o que estamos fazendo ali. E inventamos ter alguma
coisa de urgente para dizer à sua parenta ou amiga, assegura-nos que não há nada
mais simples e faz-nos entrar no vestíbulo, prometendo que dentro em cinco
minutos irá mandá-la ao nosso encontro. Quando lhe queremos – como naquele
momento eu queria Francisca – a esse intermediário bem intencionado que, com uma
palvra, acaba de nos tornar suportável, humana e quase própícia a festa
inconcebível, infernal, no seio da qual julgávamos que turbilhões de inimigos,
perversos e deliciosos, arrastavam para longe de nós, fazendo-a rir de nós,
aquela a quem amamos. A julgar por ele, pelo parente, que nos falou e que é
também um dos iniciados dos cruéis mistérios, outros convivas da festa não devem
ter nada de muito demoníaco. Aquelas horas inacessíveis e suplicantes em que ela
ia gozar de prazeres desconheciso, eis que por uma inesperada brecha lhes
penetramos; eis que um dos momentos cuja sucessão as teria composto, um momento
tão real quanto os outros, talvez até mais importante para nós, porque nossa
amada tem maior participação nele, nós agora o visualizamos, o possuímos, o
dominamos, e é quase como se o tivéssemos criado: o momento em que lhe vão dizer
que estamos ali embaixo, esperando. E se dúvida os outros momentos da festa não
deviam se de essência muito diferentes daquele, não deviam ter nada de mais
delicioso e quanto nos fizesse sofrer, visto que o benévolo amigo nos dissera:
“Mas não, ela ficará encantda de descer! Há de  sentir muito mais gosto em
conversar aqui com você do que em aborrecer-se lá em cima!” Mai ai! Swann tivera
experiência disso, as boas intenções de um terceiro não tem poder nenhum sore
uma mulher que se irrita ao sentir-se perseguida, até numa festa, por alguém a
quem não ama. Muitas vezes, o amigo desce sozinho.

 Minha mãe não subiu e, sem consideração alguma com o meu amor-próprio
(empenhado em que não fosse desmentida a história do que ela estaria esperando
de minha parte a propósito de um suposto pedido seu) mandou Francisca dizer-me
estas palavras: "Não tem resposta"  Marcel Proust (op cit. p-34)

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Identidades

"O que reúne e atrai as pessoas não é a semelhança ou identidade de opiniões, senão a identidade de espírito, a mesma espiritualidade ou maneira de ser e entender a vida." Marcel Proust

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Citação

YouTube – Elvis Presley – You’ve lost that loving feeling
 

You’ve Lost That Loving Feeling
Righteous Brothers
 

You never close your eyes anymore when I kiss your lips.
And there’s no tenderness like before in your fingertips. 
You’re trying hard not to show it, (baby). 
But baby, baby I know it…

You’ve lost that lovin’ feeling, 
Whoa, that lovin’ feeling, 
You’ve lost that lovin’ feeling, 
Now it’s gone…gone…gone…wooooooh.

Now there’s no welcome look in your eyes 
when I reach for you. 
And now you’re starting to criticize little things I do. 
It makes me just feel like crying, (baby). 
‘Cause baby, something in you is dying.

You lost that lovin’ feeling, 
Whoa, that lovin’ feeling, 
You’ve lost that lovin’ feeling, 
Now it’s gone…gone…gone…woooooah

Baby, baby, I get down on my knees for you. 
If you would only love me like you used to do, yeah. 
We had a love…a love… 
a love you don’t find everyday. 
So don’t…don’t…don’t…don’t let it slip away.

Baby (baby), baby (baby), 
I beg of you please…please, 
I need your love (I need your love), 
I need your love (I need your love), 
So bring it on back (so bring it on back), 
Bring it on back (so bring it on back). 
Bring back that lovin’ feeling, 
Whoa, that lovin’ feeling 
Bring back that lovin’ feeling, 
‘Cause it’s gone…gone…gone, 
and I can’t go on, 
noooo…

Bring back that lovin’ feeling, 
Whoa, that lovin’ feeling 
Bring back that lovin’ feeling, 
‘Cause it’s gone…gone…

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The man I love

 Peggy Lee cantando Gershwin – tema do filme de Alfred Hitchcock com Cary Grant e Ingrid Bergman. Será que dava pra ficar melhor?

Citação

YouTube – Cary Grant – The man I love
 

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