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Archive for outubro \28\UTC 2010

C’è gente che ha avuto mille cose
Tutto il bene, tutto il male del mondo
Io ho avuto solo te
E non ti perderò
Non ti lascerò
Per cercare nuove aventure
C’è gente che ama mille cose
E si perde per le strade del mondo
Io che amo solo te
Io mi fermerò
E ti regalerò
Quel che resta della mia gioventú
Io che amo solo te
Io mi fermerò
E ti regalerò
Quel che resta della mia gioventú 

(Io che amo solo te  é uma música composta e intepretada por Sergio Endrigo, e foi publicada em 1962.)

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I was all right for a while, I could smile for a while
But I saw you last night, you held my hand so tight
As you stopped to say “Hello”
Aww you wished me well, you couldn’t tell

That I’d been cry-i-i-i-ng over you, cry-i-i-i-ng over you
Then you said “so long”. left me standing all alone
Alone and crying, crying, crying cry-i-ing
It’s hard to understand but the touch of your hand
Can start me crying

I thought that I was over you but it’s tru-ue, so true
I love you even more than I did before but darling what can I do-o-o-o
For you don’t love me and I’ll always be

Cry-i-i-i-ng over you, cry-i-i-i-ng over you
Yes, now you’re gone and from this moment on
I’ll be crying, crying, crying, cry-i-i-ing
Yeah crying, crying, o-o-o-o-ver you

(Em 1988, Roy ganhou o Grammy pelo dueto com K. D. Lang na música “Crying”.)

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Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.”

Poço iniciático na Quinta da Regaleira

Poço iniciático na Quinta da Regaleira


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Poucas coisas

 

Poucas coisas necessitam de tanta coragem quanto assumir o que se sente.”

(anônimo)

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Essa semana aproveitei minha onda de insônia para assistir alguns bons filmes, afinal, a minha fma de cinéfila já estava ficando em perigo… Assim, assisti dois excelentes filmes, um argentino – O segredo dos seus olhos e uma produção inglesa e italiana – Silk – Paixão Proibida. Vou colocar os links e trailers no final desse post.

O que ambos tem em comum? Ou  melhor, sobre o que ambos me fizeram parar e pensar nesses últimos dias? Sobre a passagem do tempo. E como abusamos dele.

Explico: há um conto infanil de Rubem Alves – A menina e o pássaro encantado (quem quiser ler o inteiro teor clique nesse link) http://contadoresdestorias.wordpress.com/2008/01/07/a-menina-e-o-passaro-encantado-ruben-alves/ – no qual o pássaro vai e vem, a separação é dolorosa para ambos, mas ela se conforma e espera pela volta do pássaro, pois sabe que preso com ela ele definhará.

No filme silk a história mostra um casal apaixonado, cujo marido é um viajante que compra ovos de bicho de seda em lugares distantes. A viagem ao Japão é muito longa e tudo nesse país é exótico e desconhecido. A cada jornada em direção ao exótico ele se distancia um pouco mais de sua vida e  passa a desejar o que não pode ter… o exótico e o inalcançável. O preço pago por ele, no final, é uma perda imensa. Não porque a vida dele sumiu ou o abandonou. Ele a deixou ir. E viveu uma vida vazia, sem dar valor ao que realmente tinha valor. E o tempo é implacável. Uma vez passado, não retorna.

No outro filme, O segredo dos seus olhos, a trama central fala de um crime e sua investigação policial e judicial. A trama secundária é a mais interessante. Essa mostra como um fato pode fazer a vida parar no tempo. Envelhecemos, compramos outros carros, mudamos o corte de cabelo, temos filhos, casa e cachorro; mas, ou resolvemos aquele fato essencial ou a vida passa por nós e não a vivemos realmente. O filme mostra muito claramente como a chance existe e se mostra claramente, mas se não é feita a opção ela fica em suspenso, como uma sombra, condenando todo o resto. A vida insosa.  Sobrevive-se e é só.

Ambos os filmes me causaram uma grande impressão e pensei que talvez a história do pássaro encantado tenha outra interpretação também… A sua ausência pode também ser uma assombração que impede o sol de iluminar o restante da vida. ´

O problema, na realidade, é: como saber se a escolha decisiva será a que iluminará ou a que assombrará toda uma vida?

 http://www.filmesdecinema.com.br/filme-paixao-proibida-3807/

http://www.adorocinema.com/filmes/o-segredo-dos-seus-olhos/

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Supremo Enleio

Quanta mulher no teu passado, quanta!

Tanta sombra ao teu redor! Mas que me importa?

Se delas veio o sonho que conforta,

A sua vinda foi três vezes santa!

Erva do chão que a mão de Deus levanta,

Folhas murchas de rojo à tua porta…

Quando eu for uma pobre coisa morta,

Quanta mulher ainda! Quanta! Quanta!

Mas eu sou a manhã: apago estrelas!

Hás de ver-me em todas elas,

Mesmo na boca da que for mais linda!

E quando a derradeira, enfim, vier,

Nesse corpo vibrante de mulher

Será o meu que hás de encontrar ainda.

(Florbela Espanca)

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Lisbon Revisited (l923)

 

(Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa)

NÃO: Não quero nada. 

Já disse que não quero nada.

 Não me venham com conclusões! 
A única conclusão é morrer. 

Não me tragam estéticas! 
Não me falem em moral! 

Tirem-me daqui a metafísica! 
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas 
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — 
Das ciências, das artes, da civilização moderna! 

Que mal fiz eu aos deuses todos? 

Se têm a verdade, guardem-na! 

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. 
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. 
Com todo o direito a sê-lo, ouviram? 

Não me macem, por amor de Deus! 

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? 
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? 
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. 
Assim, como sou, tenham paciência! 
Vão para o diabo sem mim, 
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! 
Para que havemos de ir juntos? 

Não me peguem no braço! 
Não gosto que me peguem no braço.  Quero ser sozinho.  
Já disse que sou sozinho! 
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! 

Ó céu azul — o mesmo da minha infância — 
Eterna verdade vazia e perfeita!  
Ó macio Tejo ancestral e mudo, 
Pequena verdade onde o céu se reflete! 
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! 
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. 

Deixem-me em paz!  Não tardo, que eu nunca tardo… 
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!”

 

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