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Archive for julho \27\UTC 2011

Ciúme

 

“Amor é bibelô de louça. Ciúme é a consciência de que o objeto amado não é posse: bibelôs quebram fácil. Por isso, o amor dói, está cheio de incertezas. Discreto tocar de dedos, suave encontro de olhares: coisa deliciosa, sem dúvida. E é por isso mesmo, por ser tão discreto, por ser tão suave, que o amor se recusa a segurar. Amar é ter um pássaro pousado no dedo.” Rubem Alves in Do universo à jabuticaba – São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010 – p. 109

(Portrait of a boy with a spaniel, a robin on his left hand, a bow and arrows at his feet by Nicolaes Maes, also known as Nicolaes Maas (January 1634 – November 24, 1693 (buried)) was a Dutch Golden Age painter of genre and portraits)

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(Saramago e Pilar em foto de Sebastião Salgado)

Hoje estive lendo um artigo no Estado de São Paulo que fala de um estudo científico que constatou que os homens necessitam de mais carinho para se sentirem felizes, o que contraria o senso comum. Quem quiser ler na íntegra, segue o link: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,carinho-e-mais-importante-para-os-homens-diz-estudo,744499,0.htm .

O artigo me fez pensar sobre os relacionamentos e as diferenças das expectativas de homens e mulheres, mas, principalmente sobre a busca da felicidade. Será essa busca algo essencialmente particular ou será que essa busca pode (ou deve) dar-se pelo casal?

Eu me deparei com uma série de dúvidas que passam desde o egoísmo – quando o objetivo é perseguido isoladamente – até a abnegação- quando se abre mão da própria felicidade para que o outro seja feliz.

Acabei por concluir que a felicidade, na minha opinião, deve ser uma combinação da sua realização pessoal com a real satisfação de tornar feliz o outro a quem se ama. Será utópico demais? Para os apaixonados é fácil abrir mão de suas preferências para agradar ao outro, pois só o brilho no olhar da pessoa amada nos enche de uma alegria eufórica.

Mas, e depois de terminada a paixão? Estudos da área da neurociência têm tratado a paixão (pasmem) como uma doença mental. http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/bilhoes-de-neuronios/a-neurociencia-do-amor Dizem que a paixão afeta uma parte do cérebro e que por isso não comemos, mal dormimos, suspiramos em noite de lua cheia e a pessoa amada vira o centro do universo. Essa ‘doença’ é como um vírus – tem data certa para acabar. Segundo os cientistas dura de 8 meses a 2 anos. E daí? Como ser feliz em meio à rotina, à correria do dia-a-dia, as contas a pagar e as exigências dos filhos? Se buscamos a satisfação pessoal unicamente terminamos ensimesmados e solitários. Se buscarmos outro amor viveremos as angústias e a reprovação social (e pessoal) do adultério e a culpa. E pior, continuamos praticando o egoísmo, agora não mais somente com o cônjuge, mas também com o outro que sofrerá, invariavelmente por estar sempre à margem. Se optarmos pela abnegação sacrificaremos a felicidade em prol de outros valores como a família e a estabilidade, mas a escolha seria pela infelicidade própria…

Não vejo outra saída senão buscar ter um relacionamento com alguém que ame o que você ama, se realize com as mesmas coisas que você – alguém com quem se possa efetivamente dividir a vida e partilhar os pequenos prazeres do cotidiano. Vi pouquíssimos exemplos dessa comunhão de vidas tão intensa. E a maioria deles  é a pouquíssimo conhecida. A história de amor de André Gorz e sua Dorine, assim como José Saramago e Pilar de Rio. Sartre e Simone de Beauvoire. Diego Rivera e Frida Kahlo. Cole Porter e Linda. E, são histórias que não seguem  as regras e os padrões sociais.

Gorz e Dorine suicidaram-se juntos por não suportar a idéia de viverem um sem o outro. Saramago tinha 28 anos mais que Pilar. Sartre e Simone viveram um caso de amor rápido e depois passaram a dividir a vida sem ser um casal de verdade. Sua união era tão forte que Sartre declarou certa vez que a única crítica que ele realmente valorizava era a opinião de Simone.  Diego e Frida nunca tiveram filhos e ele foi infiel a vida toda (teve um caso com a irmã dela inclusive). Mas a verdadeira companheira dele sempre foi Frida. Cole Porter era homossexual, mas sua afinidade e seu amor por Linda os tornou um dos casais mais memoráveis do jazz americano. Ela sempre foi o seu amor, embora ele tenha tido vários casos com inúmeros homens.

Acabo achando que não há padrão possível. Cada um deve buscar ser feliz da melhor maneira possível. Agora, se você encontrar esse ser que lhe completa de corpo e alma não dê a menor importância à diferença de idade, cor, raça, estado civil, etc… Agarre-o com todas as forças! Viver essa sensação de completude deve ser o mais próximo do que os seres humanos chamam de paraíso. Como diria André Gorz em sua dedicatória do Le Traître: “A você, Kay, que, ao me dar Você, deu-me Eu.”

                       André e Dorine Gorz

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Haunted Heart

Words & Music by Arthur Schwartz & Howard Dietz, 1947
Recorded by Jo Stafford (1948) in the album Spotlight on Jo Stafford

In the night, though we're apart,
There's a ghost of you within my haunted heart;
Ghost of you, my lost romance... 
Lips that kiss, eyes that dance. 
Haunted heart won't let me be;
Dreams repeat a sweet and lonely song to me.
Dreams are dust; it's you who must belong to me,
And thrill my haunted heart
Be still, my haunted heart.
Time rolls on, trying in vain to cure me;
You are gone, yet you remain to allure me.
You're there in the dark, and I call;
You're there, but you're not there at all.
Oh, what will I do without you, without you? 
Haunted heart won't set me free;
Dreams repeat a sweet and lonely song to me. 
Dreams are dust; it's you who must belong to me,
And thrill my haunted heart
Be still, my haunted heart. 


No Other Love

Words & Music by Bob Russell & Paul Weston
Derived from Frédéric Chopin’s Étude No. 3 in E, Op. 10 
Recorded by Jo Stafford, 1950


No Other Love can warm my heart
Now that I’ve known the comfort of your arms
No other love.
Oh the sweet contentment that I find with you Every Time
Every Time.
No other lips could want you more For I was born to glory in your kiss.
Forever yours
I was blessed with love to love you Til the stars burn out above you
Til the moon is but a silver shell
No other love, Let no other love
Know the wonder of your spell.

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Always On My Mind

Maybe I didn’t treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn’t love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You were always on my mind
Maybe I didn’t hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I’m so happy that you’re mine
If I made you feel second best
Girl, I’m sorry I was blind
You were always on my mind
You were always on my mind
Tell me, tell me that your sweet love hasn’t died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied
Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You are always on my mind
You are always on my mind

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