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Archive for the ‘Música’ Category

Ontem assisti novamente o excelente “Melhor é impossível” dirigido por James L. Brooks com Jack Nicholson e Helen Hunt nos papéis principais. Nicholson interpreta magistralmente Melvin Udall, homem de meia idade portador de transtorno obsessivo compulsivo. As cenas que retratam os rituais aos quais as pessoas que sofrem desse transtorno são ótimas. O personagem lava as mãos sempre com um sabonete novo que em seguida são descartados, trava as portas e acende as luzes sempre cinco vezes. E, o mais importante, o Sr. Udall jamais pisa nas linhas de encontro do pavimento.

A  misantropia e a sinceridade desconcertante e inapropriada do Sr. Udall dão um toque cômico ao filme. A cena na qual ele apresenta a personagem de Helen Hunt ao personagem de Greg Kinnear é impagável. O Sr. Udall diz: “Carol, a garçonete. Simon, a bicha.”

Eu ainda não consegui descobrir se Melvin Udall realmente não consegue perceber a sua completa falta de polidez social ou se ele percebe e não se importa minimante com isso. Em outra cena, quando Carol diz a Melvin que ele foi muito rude e por isso deveria dizer um elogio à ela ele fica confuso e sofre imensamente para dizer algo agradável. No final, o elogio sempre é algo relacionado à ele, e não à ela. O egocentrismo é evidente.

Eu poderia contar todas as cenas interessantes e cômicas (ou tragicômicas), mas não quero estragar todas as surpresas para quem ainda não assistiu ao filme. Quero adiantar que a trilha sonora é excelente, principalmente a trilha que Melvin faz especialmente para a viagem à casa dos pais de Simon. Minha canção favorita dessa seleção é I love you for sentimental reasons interpretada por Nat King Cole. Apesar do mau humor de Melvin Udall, no final dos créditos do filme consta a inscrição:  “The actors in this film were in no way mistreated” (traduzindo para o português: “Os atores deste filme não foram de maneira alguma maltratados”). Filme agradável, inteligente e divertido. Recomendo.

Melhor é impossível (As good as it gets, 1997)

• Direção: James L. Brooks• Roteiro: Mark Andrus (argumento e roteiro)James L. Brooks (roteiro)

• Gênero: Comédia/Drama/Romance

• Origem: Estados Unidos

• Duração: 139 minutos

• Tipo: Longa-metragem

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In The Still Of The Night

Cole Porter

In the still of the night
as I gaze out of my window
at the moon in it’s flight
My thoughts all stray to you

In the moon’s yellow light
while the world is in slumber
Ah, the times without number
Darling, when I say to you

Do you love me as I love you
Are you my life to be 
My dream come true
Or will this dream of mine 
fade out of sight
While the Moon’s growing dim
on the rim of the hill
in the chill still of the night

 

 

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O Anjo Mais Velho

“O dia mente a cor da noite

E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma d’aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..

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Um impromptu é uma forma musical livre com caráter de improvisação.  O nome do filme fala muito sobre o conhecido romance do renomado músico Frédéric Chopin e a escritora George Sand. Esse romance não foi algo cultivado, e que aos poucos  floresceu. Foi um sentimento avassalador que tomou conta de George Sand de forma inesperada, exatamente como um improviso. O roteiro foi  escrito por Sarah Kernochan, e o filme  dirigido por James Lapine, produzido por Daniel A. Sherkow e Stuart Oken e estrelado por Hugh Grant, como Chopin, e Judy Davis, como George Sand. Conta ainda com a participação de Emma Thompson. 

A fotografia é bela, mas a trilha sonora que conta com as músicas de Chopin, Lizst e Beethoven é espetacular. O filme valeria a pena só para ouvir as belas obras desses grandes gênios da música. Mas o filme é muito mais do que uma bela fotografia e uma trilha sonora de tirar o fôlego. Mostra a perspectiva de George Sand e o seu esforço por conquistar o retraído e frágil compositor. Ela que sempre fora um espírito livre e forte, e embora fizesse parte da aristocracia escolheu romper com suas origens, usar roupas e nome de homem e escrever; apaixonou-se por esse homem delicado e sua música maravilhosa. Mostra também que Paris era o centro da arte e da cultura da época. A amizade entre Chopin, Lizst e Delacroix é algo extraordinário, três grandes gênios amigos. Você conseguiria imaginar um círculo de amigos assim nos dias de hoje?

Mas o que me impressionou no filme foi essa paixão desesperada que George Sand sente por Chopin, mesmo sem conhecê-lo bem pessoalmente. Ele conquistou o seu espírito primeiro com a sua música. Conquistar não é o termo mais adequado, seria melhor enfeitiçar mesmo. Ela foi atraída de maneira irresistível por aquele jovem compositor polonês e tuberculoso. Quando Marie – amante de Lizst – pergunta à ela o que ela viu num homem à beira do túmulo George Sand responde:

“- Um dia todos nós estaremos em nossos túmulos. Mas Chopin é imortal.” Sábias palavras proféticas.

A carta que George escreve a Chopin e que depois constará de sua autobiografia é tocante:

“Uma palavra gentil sua e eu vivo. Uma palavra rude sua e eu morro. Não importa, pois não mais temo a morte. Eu já visitei o além através de usa música.

Não sou cheia de virtudes e nobres qualidades.  Eu apenas amo, e isso é tudo. Mas eu amo fortemente. Exclusivamente. Inabalavelmente.”

O filme vale a pena pela história. O filme vale a pena pela música e pelo roteiro e pela fotografia. Vale também pela atuação de Judy Davis como George Sand e de Emma Thompson como a duquesa D´Atan. Hugh Grant não me convenceu muito como Chopin, e eu já o vi atuar melhor, mas não chega a comprometer o filme como um todo.

Recomendo aos amantes da música. Eu adorei.

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How can I just let you walk away,
Just let you leave without a trace?
When I stand here taking every breath
With you, hmm hmm
You’re the only one
Who really knew me at all
How can you just walk away from me?
When all I can do is watch you leave
‘Cause we shared the laughter and the pain
And even shared the tears
You’re the only one
Who really knew me at all
So, take a look at me now
‘Cause there’s just an empty space
And there’s nothing left here to remind me
Just the memory of your face
So, take a look at me now
When there’s just an empty space
And you’re coming back to me
Is against all odds
And that’s what I’ve got to face
I wish I could just make you turn around
Turn around to see me cry
There’s so much I need to say to you
So many reasons why
You’re the only one who really knew me at all
So, take a look at me now
‘Cause there’s just an empty space
And there’s nothing left here to remind me
Just the memory of your face
So take a look at me now
Still there’s just an empty space
But to wait for you is all I can do
And that’s what I’ve got to face
Take a good look at me now
‘Cause I’ll still be standing here
And you comin’ back to me
Is against all odds
It’s the chance I’ve got to take…
Hey yeah
Take a look at me now
 (“Against All Odds (Take a Look at Me Now)” foi composta e originalmente gravada por Phil Collins em 1983. A música é o tema principal da trilha sonora do  filme homônimo”Against All Odds” (Paixões Violentas no Brasil), de 1984. Foi indicada ao Oscar na categoria de melhor canção de 1985.

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Shiver

So I look in your direction
But you pay me no attention, do you?
I know you don’t listen to me
‘Cause you say you see straight through me, don’t you?
But on and on
From the moment I wake
To the moment I sleep
I’ll be there by your side
Just you try and stop me
I’ll be waiting in the line
Just to see if you care
Oh, did you want me to change?
Well I’ve changed for good
And I want you to know that you’ll always get your way
And I wanted to say
Don’t you shiver
You shiver
Sing it loud and clear
I’ll always be waiting for you
So you know how much I need you
But you never even see me, do you?
And is this my final chance of getting you?
But on and on
From the moment I wake
To the moment I sleep
I’ll be there by your side
Just you try and stop me
I’ll be waiting in the line
Just to see if you care, if you care
Oh, did you want me to change?
Well I’ve changed for good
And I want you to know that you’ll always get your way
And I wanted to say…
Don’t you shiver
Don’t you shiver
Sing it loud and clear
I’ll always be waiting for you
Yeah I’ll always be waiting for you
Yeah I’ll always be waiting for you
Yeah I’ll always be waiting for you
For you, I will always be waiting
And it’s you I see
But you don’t see me
And it’s you, I hear
So loud and so clear
I sing it loud and clear
And I’ll always be waiting for you
So I look in your direction
But you pay me no attention
And you know how much I need you
But you never even see me

Arrepio

Então eu olho em sua direção,
Mas você não presta atenção em mim, não é?
Eu sei que você não me ouve,
Porque você diz que você vê direto através de mim, Não vê?
Mas de agora em diante,
Do momento que eu acordo,
Ao momento em que eu durmo,
Estarei lá ao seu lado,
É só você tentar e me parar,
Estarei esperando na fila,
Só para ver se você se importa
Oh, você queria que eu mudasse?
Bem, eu mudei pra melhor,
E eu quero que você saiba que você sempre continuará do seu jeito
E eu queria dizer
Você não se arrepia?
Você se arrepia
Eu cantarei alto e claro
E sempre estarei esperando por você
Então você sabe o quanto eu preciso de você,
Mas você nunca sequer me viu, não é?
E essa é minha chance final de ter você?
Mas sem parar,
Do momento que eu acordo,
Ao momento em que eu durmo,
Estarei ali a seu lado
Só você me provoca e me para,
Estarei esperando na fila
Só para ver se você se importa, se você se importa
Você quis que eu mudasse?
Bem eu mudei pra melhor,
E eu quero que você saiba que você sempre será do mesmo jeito
E eu queria dizer…
Você não se arrepia?
Você não se arrepia?
Eu cantarei alto e claro
Eu sempre estarei esperando por você
Sim eu sempre estarei esperando por você
Sim eu sempre estarei esperando por você
Sim eu sempre estarei esperando por você
Por você, eu estarei sempre esperando
E é você quem vejo
Mas você não me vê
E é você, eu ouço,
Tão alto e tão claro
Eu canto isso alto e claro
E eu sempre estarei esperando por você
Então eu olho em sua direção,
Mas você não presta atenção em mim,
E você sabe o quanto eu preciso de você
Mas você nem nunca me vê

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Haunted Heart

Words & Music by Arthur Schwartz & Howard Dietz, 1947
Recorded by Jo Stafford (1948) in the album Spotlight on Jo Stafford

In the night, though we're apart,
There's a ghost of you within my haunted heart;
Ghost of you, my lost romance... 
Lips that kiss, eyes that dance. 
Haunted heart won't let me be;
Dreams repeat a sweet and lonely song to me.
Dreams are dust; it's you who must belong to me,
And thrill my haunted heart
Be still, my haunted heart.
Time rolls on, trying in vain to cure me;
You are gone, yet you remain to allure me.
You're there in the dark, and I call;
You're there, but you're not there at all.
Oh, what will I do without you, without you? 
Haunted heart won't set me free;
Dreams repeat a sweet and lonely song to me. 
Dreams are dust; it's you who must belong to me,
And thrill my haunted heart
Be still, my haunted heart. 


No Other Love

Words & Music by Bob Russell & Paul Weston
Derived from Frédéric Chopin’s Étude No. 3 in E, Op. 10 
Recorded by Jo Stafford, 1950


No Other Love can warm my heart
Now that I’ve known the comfort of your arms
No other love.
Oh the sweet contentment that I find with you Every Time
Every Time.
No other lips could want you more For I was born to glory in your kiss.
Forever yours
I was blessed with love to love you Til the stars burn out above you
Til the moon is but a silver shell
No other love, Let no other love
Know the wonder of your spell.

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