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Posts Tagged ‘Passeo Ahumada’

Chegamos a Santiago depois de uma noite mal dormida, pois o nosso voo da TAM saía de Curitiba às 06h17 da madrugada. A viagem de avião foi tranquila, com as encheções normais de conexões, troca de aeronaves, etc… Uma coisa boa que fiz foi contratar pela internet o transfer do aeroporto para o hotel. Mal saímos a empresa Transvip (fica na saída do aeroporto) já pegou as nossas malas e nos conduziu a uma van. Me pareceu ser o meio de transporte normalmente usado por chilenos, pois mais dois chilenos se uniram à nós na van e rumamos ao centro da cidade, onde fica o nosso hotel. O nosso hotel foi escolhido no Booking.com. Era a algumas quadras do metro Universidad do Chile. Tudo parecia ótimo pela net, mas ficamos um pouco decepcionados. Era na verdade um prédio de apartamentos, no qual haviam alguns apartamentos que eram locados como quartos de hotel. O quarto em si era excelente, contava com uma sala com um sofá e duas poltronas, varanda, cozinha, closet, banheiro com banheira e uma boa cama queen size. Mas um bom café da manhã e uma recepção com funcionários treinados faz muita falta! Como eu já estudava o Chile havia vários dias (principalmente Santiago e havia comprado 3 bons guias de viagem) driblamos facilmente a ausência da recepção do hotel. Mal fizemos o check in no nosso apartamento (vou deixar dessa coisa de chamar de quarto de hotel) fomos caminhar no centro de Santiago. Fomos a pé mesmo, pois estávamos a 3 quadras do início do Passeo Ahumada (um dos calçadões do centro de Santiago).

Como já passava da hora do almoço queríamos comer algo e fomos até o Bar Nacional que fica na Calle Bandera 317,  esquina com o Passeo Huérfanos (outro calçadão). O lugar é super concorrido, barulhento e um pouco confuso, mas é um dos Bares/Restaurantes mais tradicionais da cidade. De cara notamos que na vitrine da frente haviam pratos montados com o cardápio (tudo cru mesmo) e os preços. É a forma chilena de se mostrar o que e quanto se vai comer e por quanto. Outra coisa interessante é que os garçons traziam grandes babadores e amarravam no pescoço dos clientes. Pedimos duas empanadas assadas de ‘pino’ – um recheio de carne acebolada com ovos cozidos e azeitonas. Gostamos, mas não nos aventuramos mais no cardápio, pois ainda queríamos andar mais pelo centro. Na saída vi um carrinho de rua que vendia o que se intitulava ‘O refresco del Chile’ era da marca Copihue e confesso que não compreendi bem a explicação do vendedor, mas me arrisquei… Era um suco dulcíssimo de pêssego, que vinha com trigo cozido no fundo e duas enormes metades de pêssegos em calda junto. O suco vinha com uma colher para que se pudesse comer os agregados ao suco. A bebida é tão tradicional que há uma expressão que diz  “Más chileno que el mote con huesillos” que mostra bem sua condição.

Voltamos pela Plaza de Armas e entramos na Catedral Metropolitana de Santiago. É uma belíssima construção em estilo neoclássico que já foi reconstruída três vezes por causa de terremotos.  (A construção da atual Catedral foi iniciada no governo de Ortiz de Rosas em 1748).  No seu interior possui três naves. O majestoso  altar-mor, na nave principal, foi construído em Munique, na Alemanha. Foi esculpido em mármore branco com aplicações de bronze e lápis-lazúli. A Catedral possui um lindo órgão de tubos construído em 1756. Uma das imagens mais bonitas na minha opinião é a do santo padroeiro da cidade – Santiago. Durante toda a visita ouvimos música sacra, o que torna a visita ainda mais agradável. Vale a pena visitar esse patrimônio Nacional Chileno. É possível chegar à Catedral de Metrô (o metrô de Santiago é eficiente, limpo e de fácil uso). Pegue a Linha Verde, de número 5, e desça na Estação Plaza de Armas

Voltamos para o nosso apartamento para descansar um pouco pois havíamos feito uma reserva para o Como água para chocolate, um restaurante que fica em Bellavista. Consulte o menu (eles chamam de carta no Chile  no endereço http://www.comoaguaparachocolate.cl/.

O restaurante tem como proposta o romance (dizem possuir uma cocina mágica e afrodisíaca).  A decoração é muito original,  (destaque para a mesa que é uma cama), o atendimento é cortes e o cardápio tem pratos como Filete de vigor y pasión e o Cocimento de Frida y Diego.  Nós pedimos uma entrada de Ostras in nieve e o Salmon a la finas hierbas. O pisco sour é delicioso e o jantar foi regado a um Charddonay nacional.

O Como água para chocolate fica na Calle Constitucion, 88. Esse restaurante é um dos queridinhos dos brasileiros no Chile e não é raro se ouvir uma conversa em português na mesa ao lado. É melhor reservar com antecedência (eu fiz a reserva através do site deles e foi bem fácil) e eu recomendo!!!

Como chegamos cedo demais para a nossa reserva fomos dar uma voltinha no impressionante Patio Bellavista (http://www.patiobellavista.cl/). O lugar é um complexo de bares, restaurantes,  lojas e cultura e é absolutamente encantador. É o ponto de encontro para chilenos e turistas estrangeiros. Pretendo falar mais sobre esse bairro admirável que congrega cultura, arte, natureza e gastronomia quando falar das nossas visitas à casa de Neruda de Santiago – a La Chascona e ao Cerro San Cristobal.

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